Sanity # Sanidade
s.f. qualidade daquele que é são, diz-se da pessoa em normalidade física ou psíquica. Ps: tudo aquilo que esse lugar está longe de ser...

... ||| Quadro de avisos ||| ...

"What you do no one can
decide it's up to you
And who you are is
what you choose
These times when the
world falls apart
Make us who we are"
# Lifehouse
+ The end has only begun

"But then this bird
just flew away,
she was never meant to stay
oh to keep her caged
would just delay the spring"
#Travis
+ The cage

"How you spend your minutes
are what matters
All tomorrows come from yesterdays"
# Bon Jovi
+ I am

"Angels they burn inside for us
are we ever,are we ever
gonna learn to fly
Devils they burn inside of us
are we ever gonna
come back down come around
I'm always gonna worry about
the things that
could make us cold"
# Dishwalla
+ Angels and Devils

"It's easier to lie and be safe
Time and time again
I'm half stalled
One giant leap of faith is easy
When everyone you
ask is so sure"
# Snow Patrol
+ Grazed Knees


... ||| Porta Retratos ||| ...



"Yesterday she was a little girl
pretending she was queen
didn't know it would
changed her world
didn't know what this
would mean
# Lifehouse
+ Just another name



"Quem é mais
sentimental que eu?"




"Viver é a coisa mais rara do mundo. A maioria das pessoas apenas existe."
Oscar Wilde



"Somos feitos da matéria dos sonhos..."
Shakespeare



... ||| Boa Leitura ||| ...

Re-vista!
Cultivar
Enquanto chove
Letras e Pixels
Domina et Dea
Trágico Império
Cabare 349
e-luluca
Marina G
Quanto tempo demora?
15 segundos
HTP = homem é tudo palhaço
Meu eu meu mundo
Nem tudo...
Deboche Gratuito
Folha de Jornal
Bobagens da Alma


... ||| O Que Passou ||| ...







Domingo, Maio 13, 2007

Fuga literária...

Ela sabia o que ele queria, e de certa forma aquilo lhe fazia muito bem...
Os minutos passavam e ela tentava evitar olhares que pudessem comprometer.
Todos sabiam que ele a queria...
Alguns pensavam saber sobre ela...
Talvez alguém imaginasse que o que estava lá era apenas a menina contente que habita aquele corpo ...
A mulher apaixonada estava guardada... Preservada... Esgueirando-se por entre redes de palavras, gestos, sons... Sons.. Um som...
E ela desperta...

"You'll follow me back with the sun in your eyes
And on your own, bedshaped, and legs of stone"


E tudo que ela já sabia, a mulher e não a menina, se confirmou...
Então ela foi pra casa, ciente de que ele a queria, mas desejando o outro alguém...
Aquele que a fez despertar da realidade de volta ao sonho, ao mais belo que ela já viveu...

[[[ As aparências não enganam... não mesmo!!! ]]]

~ Minhas amigas dizem que sou exigente:
~ É demais sonhar com alguém que não seja um poço de pretensão, cante Keane ou Radiohead e more no mesmo espaço do globo terrestre que você habita???


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Quinta-feira, Abril 12, 2007

We might as well be strangers in anohter town...

[Ou talvez seja a mesma cidade]

Enfim, coincidências, muitas... Inacreditável, pois é!
Estou eu sentada no ônibus, delirando como sempre... pensamento longe, distante, tentando visualizar uma certa apresentação ano passado em Aberdeen... E entre Escócia, Irlanda e Inglaterra o quebra-cabeça do que serão meus próximos dias, meses e anos vai se formando, quando, um som rompe o já quase inaudível (por conta dos barulhos de ônibus e transito) show do Keane...
Mas... peraí?!
"I don't know your face no more"
Qual a canção mesmo que eu estava cantarolando mentalmente, não, não era essa.
Então...
"It's just a place, I'm looking for"
Olho pro lado e concluo, não era Tom Chaplin nem tampouco um alterego meu querendo tomar conta das minhas cordas vocais e do meu estado de consciência...
Era alguém a meu lado cantando Keane!

[We might as well be strangers... Or at least we used to be...]

Porque na condição de jornalista que sou com propriedade agora (leia-se, com atestado de cara-de-pau pra comprovar e não haver dúvidas) fiz metade do ônibus reparar o que acontecia no meu banco e no logo a meu lado.
"Ei, escuta aqui!"
Foram trocas de fones de ouvido diante de dois rostos perplexos e muitos outros curiosos. "Sobre o que eles falam?"
- Mas você conhece mais alguém que gosta de Keane?
- Não
- E você vai no show?
- Vou
Já tenho companhia pra ver Tom Chaplin e sua trupe no dia 20...


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Sábado, Abril 07, 2007

Home is where the heart is...
Blog pra mim sempre funcionou como um lugar onde eu posso ser o mais sincera possível. Nunca fiz daqui um espaço jornalístico, levo a sério o conceito de diário virtual, e sigo com ele...

Sendo assim:
Ultimamente tudo tem me incomodado. Nada tem sido exatamente como eu gostaria. Pode ser só tpm, mas até isso tem me perturbado, porque não consigo ter certeza. Pra não deixar a vida em stand by por tempo indeterminado estou iniciando uma corrida que parece ao mesmo tempo ingênua e também a única coisa que me motiva nos últimos dias.
Olho pras malas em cima do armário. Olhos pras fotos em cima da estante. E penso em tudo que preciso conseguir (sem a menor perspectiva, diga-se de passagem) em um espaço de tempo tão curto... tão curto.
Penso no carpe diem sempre tão bem colocado em situações quase semelhantes a essa e que me serviu de motivação. Ele parece tão despropositado agora. Perdeu a força...
Já disse, pode ser só uma fase cinza, daquelas que surgem quando se está carente, ou ansiosa, ou até mesmo de saco cheio... E estou um pouco de cada uma dessas coisas. Mas, de fato, não sei como lidar por muito mais tempo com essa sensação de "e agora, como vai ser mesmo?".
E os temas vão fugindo...
E ouvir Snow Patrol ainda ajuda, mas não resolve...
It's all gonna change, It's all going to change...
E eu fico repetindo nas últimas horas a letra de WOW.

"Say the first thing that
Comes into your head when you see me
If it looks like it works and it feels like it works
Then it works
With the sun on your face
All these worries will soon disappear
Just follow me now
Just follow me now"



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Domingo, Abril 01, 2007

Voltando devagar mas voltando... A festa passou, foi ótima. O Casarão lotou: mais de 300 pessoas... perfeito!

Agora a ansiedade é pelo show do Keane que se aproxima (dia 20 e eu ainda não tenho ingresso... meeeeedo).

Falando em Keane... Incrível como essas bandas têm o poder de me hipnotizar. É ridículo, parece aquele sentimento bobo, adolescente, de devoção apaixonada que acaba quando você fica mais velha, mas não é... É só tão intenso quanto, mas esse dura, fica, não vai embora não.

Ainda pra piorar não é que surge um show do Keane em Aberdeen, na Escócia, em que o danado do Tom Chaplin fica falando, falando, falando... conversando com o público de uma forma tão entregue que dá vontade de pegar no colo.

O clímax? Quase impossível definir... Esse show foi digno de orgasmos múltiplos. Perfeito do início ao fim. Mas impossível não destacar o poema que, com aquela voz triste e forte, ele recita antes de cantar Bad Dream.

Tive que procurar na internet pra colocar aqui:

AN IRISH AIRMAN FORSEES HIS DEATH
Poem lyrics of An Irish Airman Forsees His Death, by William Butler Yeats.

I know that I shall meet my fate
Somewhere among the clouds above;
Those that I fight I do not hate,
Those that I guard I do not love;
My county is Kiltartan Cross,
My countrymen Kiltartan's poor,
No likely end could bring them loss
Or leave them happier than before.
Nor law, nor duty bade me fight,
Nor public men, nor cheering crowds,
A lonely impulse of delight
Drove to this tumult in the clouds;
I balanced all, brought all to mind,
The years to come seemed waste of breath,
A waste of breath the years behind
In balance with this life, this death.

Ouvindo: Keane - live at Aberdeen "I want to stay another season"
Lendo: www.re-vista.info


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Segunda-feira, Março 26, 2007

Pra não dizer que eu sumi de todo...



Mas texto mesmo tem aqui: www.re-vista.info

Ouvindo: Open your eyes - Snow Patrol

ps: não sei o que aconteceu, o outro post sumiu... :(

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Sexta-feira, Março 09, 2007

Não pessoas, não morri, não desisti do blog, não estou hibernando em algum canto remoto do Alasca.
Só andei sem tempo mesmo.
Foi tudo numa leva só... Colação, curta, defesa de monografia, carnaval, trabalho em dobro e agora aniversário do filhote, a Re-vista!.
Juro que dou notícias mais consistentes aqui em breve, tenho muita coisa pra comentar...
Mas enquanto não voltar, podem passear por aqui: www.re-vista.info. Principalmente depois de segunda-feira, quando ela vai estar linda e loira, de carinha nova e anunciando uma surpresinha bem legal...
Faltam 20 dias...
:)

Ouvindo: Keane e Coldplay - influência dos shows
Lendo: A forma do filme, do Eisenstein


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Sexta-feira, Fevereiro 16, 2007

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Pois é... Fim de um ciclo. Pronto, as coisas voltam a um ponto de partida e eu tenho novamente que buscar metas. E olha que 2007 começou num pique só... É aquela velha máxima de ocupar todo o tempo o tempo todo para pensar o mínimo sobre o que está por vir... Mas já diziam, desde a época dos nossos pais, "que o novo sempre vem". E ele se anuncia, como aquela chuva de fim de tarde, de verão...

Sou (agora é oficial) jornalista. O que fazer agora, de posse dessa informação? E o que fazer quando se descobre que é uma coisa, mas que se quer ser outra? Não, não penso em fazer física quântica ou nada parecido. É o cinema que tem me puxado pelo pé. E pelo coração, e falando nele...

O coração. Esse anda num mar de calma... Sendo sacudido vez o outra por um ventinho... Uma brisa que sopra, sempre do leste. Fugidia como a passista no bloco de carnaval. Ou como a fotografia, que finge aprisionar, mas que serve pra mostrar que o que era já não é mais. Que o momento registrado é oficialmente passado. Passou...

Nesse carnaval eu quero passar... Não como a brisa, mais como a chuva, mas não a de verão... Que cai fazendo estrago e deixando o calor... Quero ser aquela chuva de inverno, que alimenta as noites pra se passar juntinho, embaixo da coberta vendo dvd e comendo pipoca. Quero chover como as estrelas.

Ouvindo: Keane, agora na ansiedade pelo show!!! (Mas não quero ir sozinha...)
Lendo: Preciso procurar por isso... Mas com certeza vai ser algo sobre cinema!

...........................


Porque ninguém pôde assistir isso impune

"Vejam que maldição recaiu sobre o ódio de vocês, que até mesmo os céus encontraram meios de matar, com amor, as vossas alegrias! E eu, por fechar meus olhos às vossas discórdias, também perdi dois de minha família. Fomos todos punidos"

(Príncipe - Ato V: Cena III)
"Romeu & Julieta" - W. Shakespeare


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Terça-feira, Fevereiro 06, 2007

9 horas

Olhava o espelho como quem olha um estranho. Ou como quem quer se reconhecer naquilo que sobrou de outrora. As marcas no rosto diziam que alguém passara por ali. As marcas no sofá deixavam claro que havia sido há pouco tempo.

O relógio não andava, fazendo das horas um martírio. Seria preciso consertar mais do que dois ponteiros para dar sentido as coisas agora. O porta-retratos continuava na mesa ao lado, apesar de a foto ter perdido a cor.

Olhava o espelho ainda quando da rua um som irrompeu e fez lembrar. E a lembrança fez sofrer e do sofrer brotou de novo o silêncio. Calmo e triste era o ar que preenchia a ausência naquele espaço. E de tanto pensar, fez-se de novo solidão.

Lendo: a coluna do João Paulo Cuenca, sobre o mundo indie... Divertido!
Ouvindo: Coldplay - Yellow, porque é assim que eu lembro...

completely restless "Look at the stars,
Look how they shine for you,
And all the things you do,
Yeah, they were all yellow.

I came along,
I wrote a song for you,
And everything you do,
And it was called Yellow"


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Sexta-feira, Fevereiro 02, 2007

Mid-summer nights dreamin'

Eu sou uma pessoa que fantasia. Não chega a ser nenhum sintoma esquizofrênico, mas acontece. Eu imagino muita coisa. Lendo (ou melhor, ouvindo) um conto de uma nova amiga, a Ana Hertz (procurem pelos livros dela, são lindos!) descobri que isso é mais comum do que eu pensava. As pessoas fantasiam muito. É quase um recurso de distração. Agora por exemplo, em vez de escrevendo, eu poderia simplesmente estar fantasiando sobre inúmeros assuntos e passagens da minha vida.

A última fantasia que eu criei pra mim é, no entanto, preocupante. Eu coloquei na cabeça, não sei porque motivo, que "a couple of weeks" realmente significa algumas semanas. Pronto, ele disse que ligava em algumas semanas, então ele vai ligar! Se vai estar no Brasil, no Chile, na Alemanha, no Japão ou na Inglaterra, aí não interessa. Mas que ele liga em algumas semanas, ele liga. Afinal, pontualidade (e palavra) são duas das características britânicas que eu mais aprecio.

Sendo assim, me deixem fantasiar que em "a couple of weeks" eu vou estar ouvindo de novo aquela voz. E conversando sobre música, sobre arte, sobre desigualdade e sobre ter vinte e poucos anos e se permitir fantasiar. Dizem que o mundo é pequeno, pra mim ele poderia ser menor, e o teletransporte realmente resolveria muita coisa. Mas o que seria da saudade se as coisas fossem simples assim, né? E o que seria do fantasiar?

Ouvindo: U2 - Vertigo, porque eu fantasio...
Lendo: Um livro sobre engenharia do petróleo (?!) e querendo começar Labirinto

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Terça-feira, Janeiro 30, 2007

Just lay down in my arms...

Cara nova pra acompanhar a fase nova...
Entenda-se de passagem, inspiração nova...

Sonhava em encontrar alguém com a força suficiente para me mostrar o que fazer, o que eu precisava... E esse alguém veio, como uma brisa... E da mesma maneira, como a chuva foi embora. Mas mudou minha vida.

"Havia uma praia, um sol escondido... Havia chuva e a rua cheia. Havíamos nós dois e uma noite inteira pra contar estrelas. Pra caminhar pela rua. Não havia medo, nem insegurança, nem nada que fizesse da gente algo além daquilo que de fato éramos. Dois jovens que sonham, vivendo a pureza e a intensidade do mais curto amor de verão" (Zzzz...)

Ps: Não imaginava voltar aqui e ver pedidos de atualizações, fiquei muito feliz, acreditem!!!




"Hey, I would really like to talk with you
Girl, do you have the time to stop
Say, all I wanna do is rock
If this was any other day
I'd turn and walk the other way
But today, I'll stay, not walk away"


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Sábado, Janeiro 13, 2007

Pois é... tava faltando inspiração e tempo pra um novo post... (monografia pode ser legal, consegui provar isso, mas que toma tempo... o se toma... aff) mas aí minha amiguinha de blog Mila me colocou nessa de corrente... E eu me divirto com essas coisas!!! Mas só com essas de blogs e flogs... por favor, por e-mail não rola!!!

Essa é assim pelo que eu entendi, tenho que listar cinco coisas que eu odeio e cinco resoluções pra 2007. Resolvi colocar minha rubrica na história e acrescentar cinco coisas que eu adoro, pra contrabalancear. Tenho que passar adiante também, mas como sei que a maioria dos meus amigos blogueiros não é lá muito dessas coisas pulo essa parte, fica a critério de cada um, beleza?

Coisas que odeeeeio:

5 - Morrer de calor na rua. Não há nada pior do que você sair de casa (com o corpo já ardendo da última ida a praia) e ter que enfrentar aquele sol de rachar!!! 40 graus na sombra se você tiver a sorte de achar uma... Enfrentar ônibus cheio nesses dias nem pensar, nem metrô por volta das 18h. Melhor fazer uma horinha ou descolar uma carona...

4 - Mas se sol é ruim, chuva de verão só é legal quando você está no clima "pra se molhar", num show na praia ou coisa assim... De resto, voltar do trabalho ou pior, ir pro trabalho, e chegar no lugar ensopada, com a calça molhada, sapato destruído, cabelo uma coisa só e espirrando a cada cinco minutos, um sinal agourento de que a chuva vai dar pano pra manga... Ah... ninguém merece, ainda mais porque 90% das chuvas de verão não resolvem o tal calor de 40 graus do item anterior...

3 - Não curto muito gente espaçosa. Deixa explicar... Sabe aquelas pessoas que ou por incapacidade de enxergar a sua volta ou pelo simples desejo de aparecer faz tudo de um jeito espalhafatoso? Então, isso me incomoda horrores. Quase como aquela música do elefante. Isso fica pior em lugares que ¿aparecer¿ é um verbo muito presente, como dinâmica de grupo pra vaga de estágio e, porque não, aulas de teatro... Não suporto.

2 - E gosto menos, muito menos de gente preconceituosa. E quando rola o preconceito e a pessoa tenta disfarçar da pior maneira possível!? Argh... da até nojo. Aquele tipinho que é capaz de soltar umas frases assim "ah, nada contra viado não, contando que não venha pro meu lado". Porra, isso sim é atitude de viadinho, e entenda-se por viadinho não o fato de o carinha ou a garota serem homossexuais, nada a ver... Na verdade, até hoje com atitude de viadinho (na forma como eu utilizo a palavra) só esbarrei com heteros...

1 - E tchanamnam... liderando o top 5, o que eu mais odeio, e aí vou citar a novela das 20h, rsrsrs é deslealdade. Sério, pra tentar fugir da mono dei uma corrida na sala e assisti as duas últimas partes de Páginas da Vida (vou te contar...) e percebi uma frase da Arósio mega interessante, era algo do tipo... "infidelidade não é o problema, deslealdade sim". Achei isso fantástico. Percebi que me decepciono mais quando pessoas são desleais comigo, e aí vale pra namorado, amigo, o que vier... do que quando tenho de lidar com a infidelidade. Pior do que ver o teu carinha com outra é ver ele com a outra que disse, "essa nunca", ou coisa assim... Com certeza merece liderar essa listinha!!!

Das coisas que eu adoooooro, não preciso dar tantas explicações assim:

5 - Gosto de algumas sensações que me lembram infância. Determinados cheiros, barulhos... Gosto de cafuné, dormir vendo tv, cheiro de chuva, ouvir conversas de tias que falam daquela época, ver fotos antiiiiigas... Sou saudosista por natureza.

4 - Gosto de cantar. Gratuitamente. Saio pela casa cantando enquanto me arrumo, acordo com uma música na cabeça e ligo logo o som alto, pra começar o dia bem. Já cantei muito na frente do espelho, no banho, no elevador, na cozinha preparando comidinhas... Música diz muito sobre mim.

3 - Gosto de ler. Se eu pego um livro que me prende nas três primeiras páginas sou capaz de sem me dar conta passar mais de 5h lendo e quando vou ver o danado já está quase no final, o que me incentiva a continuar... mais e mais. E ler pra mim traz conseqüências...

2 - Uma delas, a mais profunda, é escrever. Quando estou numa fase de muita leitura é certo. Vou, a qualquer minuto, desembestar a escrever sem parar... Contos, idéias desconexas (essas que vem pra cá), poesia, roteiros e tudo mais. Escrevo e-mails pra amigos e cartas pra pessoas que nunca chego a entregar. Escrevo declarações, tudo que me faz sentir bem, sentir aliviada... Brainstorm total, mas eu adoro.

1 - E figurando o top 5, talvez pela fase da vida em que eu me encontro... Amo cinema. E tudo correlacionado. Amo ler sobre cinema, ouvir música de cinema, ver filme, todo tipo de filme... Escrever sobre eles. E agora, mais do que nunca, fazer filmes. Pensar no processo de construção, nas etapas, num texto bom, em jogos de câmera convincentes, em como dirigir cenas marcantes, acho que 2007 vai ser o ano da entrada do cinema na minha vida, de fato.

Agora, entre as resoluções de 2007 vamos fazer um pouco diferente. Hoje é o 13o dia do mês e eu já cumpri cinco delas. Que vão entrar aqui, pra incentivar as próximas.

5 - Marcar finalmente o exame médico e a prova do Detran.

4 - Me inscrever nos dois cursos de cinema que eu há muito queria fazer. E, com previa, estou amando as aulas.

3 - Parar de me torturar com coisas que não valem a pena... Incrível como início de ano dá um gás na gente, e isso tem me ajudado muito. Quando me vejo pensando em coisas que me fazem sofrer tem sido quase instantânea a reação de ligar o botão...

2 - Com isso, monografia por exemplo, que antes parecia uma tortura impossível de ter fim, tem criado suas próprias pernas e, nem parece verdade, mas já está quase no fim.

1 - Pode parecer bobo, mas esse ano meu aniversário foi muito representativo. Acho que nunca consegui reunir num só espaço os meus amigos mais importantes na minha vida. Sempre faltava alguém. Mas nesse, figurinhas como Luiza, Marina, Jackie, Roberta, Camila Dantas e Camila Balthazar, Luciana, Thaís, meus amigos de longa data do Instituto de educação, a galera de Vila Isabel em peso, e até Mariana, que não via desde Mt. Snow, apareceram por lá... Amo vocês!!! E saber que estão por perto é o melhor incentivo pra todas as outras metas que estão por vir!!!


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Quarta-feira, Janeiro 03, 2007

One year later...

Um ano depois e eles ainda me mandam fotos. Estranho, pensei de início. Agora, só consigo imaginar uma coisa. E se eu estivesse lá? Meus amigos de todas as partes do mundo voltam nessa mesma época pros Estados Unidos, it's sky and snowboard time!!!

Apesar de sentir falta do frio na barriga que descer a montanha (sempre na iminência de um tombo daqueles, sempre achando "hoje eu morro, ou no mínimo quebro um osso") proporciona, o que mais me deixa inquieta é sentir falta do calor daquelas pessoas...

Ver as fotos do Steve e do Chad que foram tiradas há dias atrás, no Natal... Me deixa a sensação de estar de fora de alguma coisa que antes eu fui e fiz parte. E essa pontinha de exclusão que toma conta do meu peito é o que mais me incomoda... Quero voltar!!! Não pra onde fui... não pras mesmas pessoas, mas pra estrada... Pra viver histórias assim. É como diz a letra do Travis "to keep her caged, would just delay the spring".



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Sábado, Dezembro 30, 2006

High and dry...

Acho que estou temporariamente incapacitada de escrever sobre qualquer outro assunto que não seja monografia. Mesmo assim, decidi fazer uma força pra registrar aqui o que foi o meu reveillon 05/06...

Pegamos o último ônibus que passava na cidade. Descemos no meio da estrada e entramos em uma de suas ruas desertas. O caminho parecia interminável, tudo era escuro e frio... O chão, escorregadio. Andamos durante alguns minutos até aquele grupo de pouco mais de dez pessoas encontrar a casa.

Diziam que era habitada por australianos. "I come from a land down under", eu esperava ouvir ao som de Men at Work, mas não, nem Hoodoo Gurus nem nada parecido. As cervejas e demais bebidas geladas estavam enterradas na neve, do lado de fora... Prática que vim a descobrir mais tarde ser não só comum como muito útil, afinal não há geladeira no mundo capaz de dar conta de tantas garrafas.

Eram muitos cômodos, muito espaço. Ninguém parecia deslocado e também era nítido, ninguém saberia dizer ao certo quem era o "dono" ou os donos da casa. Isso ficou claro quando perguntei onde ficava o telefone, que nunca viemos a descobrir...

A festa corria de forma super normal. Pessoas bêbadas, algumas meninas loucas tirando a blusa pra câmera estrategicamente posicionada num canto da sala, muita música, vários grupos esparramados em sofás, outros dançando frenéticos e todos, sem exceção, bebendo. Aí eu o vi.

O mesmo carinha que avistara antes, durante uma viagem a Keene, quando fui dar entrada em meu social security. O mesmo cara das viagens de moover (os ônibus da cidade, pintados como vacas holandesas... Entenderam? Moo-ver... moo, como as vacas holandesas) e o mesmo, sem dúvida, que eu sabia... Marcaria aquela viagem, aqueles cinco meses, como nenhum outro.

E assim foi... Não me lembro bem ao certo como aconteceu. Mas acredito que duas de minhas amigas tenham sido fundamentais para a cena. De repente estávamos em pé, numa roda de pessoas, todas muito animadas, lado a lado... Descobri naquela noite que ele não falava muito, o que só tornou mais especial as nossas horas de conversa que preencherem tantas outras noites. Era inglês, dois anos a mais que eu.

E poucos minutos depois todos estavam virados para a tv que mostrava a Times Square... E começaram a contar o "dez, nove, oito..." em inglês, coisa que vim a perceber era muito complicada para aqueles que não eram nativos. Na seqüência gritos de "happy new year" irromperam de diferentes pontos da sala.

Também não recordo exatamente como aconteceu na hora, só sei que as pessoas estavam muito eufóricas e minhas amigas, bêbadas... Abraçando meio mundo com aquela cara de felicidade que so o álcool em altas doses proporciona. E eu vi aquele rapaz de olhos verdes, tão verdes... Vi aquele moço iniciar o movimento de um abraço e um beijo que tocou meu rosto, e ouvi então dele o "happy new year".

Foi a primeira pessoa de quem recebi votos de um bom ano. E 2006 foi realmente bom. A começar por ele, que como previa, marcou não só o período de uma viagem como, tenho certeza, minha vida... Pra sempre. E apesar da lembrança ser de uma noite fria, sempre que eu a resgato meu coração se aquece.

"Don't leave me high, don't leave me dry

Drying up in conversation,
You will be the one who cannot talk
All your insides fall to pieces,
You just sit there wishing you could still make love

It's the best thing that you ever, ever had,
The best thing you ever had has gone away"






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Domingo, Dezembro 24, 2006

Mulher nota 1000

Quem não se lembra desse filme? Mais um do mestre John Hughes, com Anthony Michael Hall... O que só reforça minha teoria de que, assim como hoje, na década de 80 era um mesmo grupinho seleto de atores que povoava o universo dos teen movies...

Pois é, a história era assim: dois meninos criam no computador o que pra eles é a mulher ideal. Até aí tudo normal, só que uma tempestade faz com que o ser ganhe vida. Aí você, do outro lado da tela, pergunta: por que isso agora dona moça? E eu respondo...
Porque (e aí eu sei que virão as críticas) os homens hoje parecem viver um complexo de Gary Wallace e Wyatt Donnelly, os personagens de Hughes???

Isso explica em parte o que faz com que ainda hoje seja tão complicado para eles pararem em uma só garota. A mulher ideal, na concepção masculina contemporânea, é um mito, e como todos é inalcançável.

Ela precisa ser ao mesmo tempo bonita, gostosa - daquelas que passam tardes em academia - tem de estar sempre com a unha feita, cabelo arrumado, depilada e com um sorriso no rosto, tem que ser inteligente, mas não pode ser nerd, precisa saber conversar sobre política, música, cinema, economia e futebol, ser divertida, mas sem ser extravagante, ao mesmo tempo que deve guardar um quê de menina precisa ser sexy, tem que saber dançar, não importa se o som é funk, axé ou rock dos anos 60, tem que ser amiga, daquelas que sai pra beber e contar piada, mas precisa ser feminina 100% do tempo. Ufa...

Ou seja, não há tempo hábil pra mulher nenhuma ser o que os homens gostariam que elas fossem, sendo assim... É preciso literalmente ser umas 10 pra dar conta. O que me parece mais estranho nisso tudo é que as mulheres eram conhecidas pelo estigma das que "esperavam eternamente pelo príncipe encantado". Besteira, nós, mais do que os homens, sabemos que esse conceito de perfeição é história pra conto de fadas. Sempre jogaram isso na nossa cara, cedo demais até eu acho. Mas enfim, sempre soubemos que o cara perfeito estava longe de existir.

Falta agora alguém pra contar pra esses homens tão meninos ainda que a Lisa, a mulher nota 1000 de John Hughes, era só um roteiro de cinema, por sinal, escrito por esse gênio em apenas dois dias.

Ouvindo: O novo do Leoni, Outro Futuro... tudo a ver com o clima de ano novo
Lendo: O de sempre, textos para monografia...
Reflexão: Apesar de ser Natal passei na locadora. O mesmo atendente de uns 4 posts atrás veio me socorrer. Meeeeedo, muito medo. Nunca sei o que responder à clássica pergunta "quer alguma ajuda?", ainda mais se tratando de um atendente, assim... digno de filme. Saio de lá sempre com a impressão de que "poderia ter dito algo mais inteligente". Os títulos dessa semana são "A prova" e "O libertino", com o senhor Depp.

Mais aqui: E aqui de dentro a porta se abriu...


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Sexta-feira, Dezembro 22, 2006

Esse post já foi tanta coisa...

Já foi mensagem pra celular de amiga no ônibus enquanto tentava-se disfarçar o choro...
Já foi música de Maria Rita, duas... porque além de não valer a pena, nem uma fisgada dessa dor, ainda era preciso repetir, nessa eu não caio mais...
Já foi roteiro de Nancy Meyers, aquele que conta a história da jornalista boba e apaixonada (da pra alguém se identificar mais com um personagem?)
Já foi noite sem sono e tarde sem ânimo...
Já foi raiva contida, engolir a seco e fazer piada da própria desgraça, literalmente
Já foi arrependimento pelas promessas ditas e inspiração pra outras tantas...
Esse post já foi tudo isso, e num intervalo de tempo do metrô da Saens Peña até o Grajaú
Mas hoje, nessa noite, nem esse post nem eu seremos os mesmos... Nunca mais.

Porque...

Promessas foram feitas para serem quebradas,
Lágrimas para serem derramadas
Coração pra sofrer e estômago pra ficar embrulhado
Os olhos para ignorarem
As mãos para serem fortes, apertarem e falarem pelo resto do corpo
O espelho, este fizeram para servir de exemplo
E a minha alma, pra continuar... escrevendo, escrevendo, escrevendo...


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